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O tempo tem passado tão depressa, credo! Não tem me restado nada. Na verdade, restaram-me as fotografias e lembranças. Isso dói, dilacera. Não há nada que preencha esse espaço. Tá tão oco, vazio… Bota a mão aqui e chega perto, escuta. Ouça o eco da minha própria voz implorando pela volta. Tenho saudade dos velhos amigos, de velhos abraços e velhos sorrisos. O tempo passou e levou consigo tudo o que me pertencia. Resta-me agora, apenas a saudade.

— Tremeluzir

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Depois desse longo tempo sem te ver, sem te telefonar e sem trocar ao menos um torpedo, estou me esforçando. Eu realmente pensei que você seria a pessoa certa para mim. Hoje, depois de todos esses meses pude ter a certeza de que estava errada — criou-se espaços em meu peito. Eu demorei (e como demore)i a aceitar, acreditar. Finalmente, a minha ficha caiu — depois de noites chorando e me lembrando de todos os nossos momentos juntos, alegrias e tristezas —percebi que me deixou, e já fazia tempo. Deixei algumas músicas de lado, aquelas em que a gente sempre escutava juntos, consegue se lembrar? Acho difícil. Mas eu também já estou para esquecê-las. Esquecer-te. Semana passada, fui ao cinema, isso mesmo… Sozinha. O filme se tratava de um casal apaixonado, planos e mais planos, senti saudade. Saudade de quem tu era. Saudade de quem eramos juntos. E até do que seriamos hoje.

— Tremeluzir